Percy Jackson Portugal
Faça o seu registo/login! É muito importante para poder usufruir das nossas actividades! Very Happy

Divirta-se! Razz

Pedido de Missão (Oráculo)

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Pedido de Missão (Oráculo)

Mensagem  Maighel Fox em Qua Nov 09, 2011 4:14 pm

Gostaria de pedir ao oráculo uma missão:

Individual ou em Grupo: Individual
Nome(s) do(s) participante(s): Apenas eu
Equipamento que irão levar na missão: Klaudo (caso já a tenha adquirido) e alguma comida, mais 120 dólares.
Porque quer ir em missão? Maighel queria testar o que um verdadeiro filho de Apólo podia fazer.

Maighel Fox


Dracmas : 38,5
Poder : Sol
Pégaso : Nenhum

Ficha Meio-Sangue
Estratégia:
10/1000  (10/1000)
Conhecimento:
10/1000  (10/1000)
Nível:
1/5  (1/5)

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Pedido de Missão (Oráculo)

Mensagem  Oráculo em Sab Nov 12, 2011 2:52 pm

Para Sul caminharás,
Perigos enfrentarás,
A flecha esculpida por Apolo, em Ouro Olímpico, encontrarás,
A flecha entregarás no Olimpo,
Uma noticia escandalosa sobre a tua vida receberás,
Recompensado serás.

Oráculo


Dracmas : 10

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Pedido de Missão (Oráculo)

Mensagem  Maighel Fox em Sab Nov 12, 2011 4:22 pm

Oráculo escreveu:Para Sul caminharás,
Perigos enfrentarás,
A flecha esculpida por Apolo, em Ouro Olímpico, encontrarás,
A flecha entregarás no Olimpo,
Uma noticia escandalosa sobre a tua vida receberás,
Recompensado serás.

Maighel sentiu-se um pouco atordoado após ouvir a profecia. Mal podia acreditar que iria estar no Olimpo, e o melhor de tudo, conhecer o seu pai... Mas sentia-se um pouco enjoado, sem saber o que iria enfrentar. Desceu as velhas escadas que davam para o sótão da casa grande. Saiu para fora e apoiou-se na balaustrada. Quíron veio ter com ele e perguntou-lhe:
- Sentes-te bem ?
- Sinto-me esquesito. Por um lado, vou ver o meu pai, mas por outro... Não sei o que está á minha espera lá fora.
- Compreendo-te - disse Quíron, com um ar sério - Sentes que precisas de ganhar, para conheceres o teu pai, o teu maior desejo, mas no entanto, temes que morras a tentar.
Maighel anuiu com a cabeça.
- O Oráculo falou sobre se serias bem sucedido ?
- Bem - disse, hesitando - Disse que seria recompensado, mas não sei.
- Maighel, o oráculo nunca se engana - Quíron dera um ênfase no Nunca, o que me fez sentir um pouco mais calmo.
Dirigi-me á cabana 7, onde me sentei, abalado. Comecei a fazer a mala, colocando lá roupa leve, pois se ia para sul, convinha andar fresco. Coloquei uns snacks e umas Sprites no saco, antes de me dirigir á saída.
Respirei o ar fresco outonal da Colónia e senti as saudades a fluirem, ainda antes de ter partido. Despedi-me dos meus colegas que me tinham acolhido tão bem... Os rapazes cumprimentavam-me com um leve aceno, e as raparigas com uns beijos na face, dizendo que tudo iria correr bem, e para não me rebaixar. Peguei no saco, disse um último aceno. Dirigi-me á saída do acampamento, onde Quíron me disse que tudo iria correr bem. Entrei no pequeno carro, e começamos a dirigir-nos ao aeroporto. Mal eu sabia que os perigos iriam começar mal acabasse a viagem de avião até á Florida.

Maighel Fox


Dracmas : 38,5
Poder : Sol
Pégaso : Nenhum

Ficha Meio-Sangue
Estratégia:
10/1000  (10/1000)
Conhecimento:
10/1000  (10/1000)
Nível:
1/5  (1/5)

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Pedido de Missão (Oráculo)

Mensagem  Maighel Fox em Sab Nov 12, 2011 5:02 pm


Quando aterrámos e senti o ar húmido da Florida, senti-me um pouco mal. Como era filho de Apolo, quanto mais seco fosse o ambiente, mais eu teria hipóteses de ser bem sucedido, e isso preocupara-me desde o início. Sai do aeroporto. Estava por minha conta. Dirigi-me a um restaurante que se situava á beira-mar. Comi um Double-Cheeseburguer, algumas argolas de cebola, uma tarte de maçã e umas batatas pequenas. Evitei beber bebidas, pois só naquele menu já tinha gasto 15 dólares dos 120, e como tinha bebidas na mochila, procurei não as beber. Para além de que, como era filho de Apolo, conseguia ficar bastante mais tempo sem beber. Paguei, e saiu para o ar quente duma noite tipica em Homestead, no sul de Miami. As luzes da cidade lá ao fundo conferiam uma paisagem bonita, mas agora apenas queria um lugar para dormir. Comecei a dirigir-me para sul, mas as casas iam ficando cada vez mais inexistentes, sem que eu arranjasse uma pensão com um preço decente.
Continuei a caminhar, até que a minha volta tinha apenas um praia, o mar e á minha frente uma floresta. E foi então que vi uns olhos faiscantes a brilharem na escuridão, uns olhos ameaçadores, e de uma criatura que tinha um aspecto terrivelmente grande. E foi então que o reconheci como sendo um dragão.

Maighel Fox


Dracmas : 38,5
Poder : Sol
Pégaso : Nenhum

Ficha Meio-Sangue
Estratégia:
10/1000  (10/1000)
Conhecimento:
10/1000  (10/1000)
Nível:
1/5  (1/5)

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Pedido de Missão (Oráculo)

Mensagem  Maighel Fox em Sab Nov 12, 2011 5:31 pm

O dragão rugiu. Perante o choque, apenas conseguia pensar "Como é que um dragão está aqui, na Florida ?".
Foi então que senti uma chama de fogo, lançada por ele, na minha direcção. A minha única reacção foi pôr a mão para a frente, o que, inconscientemente, fez com que o fogo lançado por ele se voltasse e fosse na sua direcção. Poderes de um filho de Apolo. Bem, isso só irritou o dragão. Este abanou a cauda espinhosa, que me bateu no abdómen, ferindo-me gravemente. No entanto, percebi que usar os meus poderes de semi-deus, só o irritariam mais. A temperatura corporal dele era alta, o que dificilmente o levaria a desfalecer se eu usasse o fogo. Retirei a minha espada Klaudo do bolso, atirei-me para a frente e golpeei o dragão na virilha. Enquanto o dragão rugia de fúria, senti o meu treino entrar em acção. Arranquei a espada da pele forte do dragão, e saltei para cima da sua cauda, correndo o máximo que podia. Quando o dragão sacudiu as asas e começou a voar saltei para não perder o equilíbrio. Era uma manobra arriscada, principalmente porque tinha todos os factores contra mim. O fogo, o meu poder principal não faria muito contra o dragão, excepto magoá-lo um pouco na pele e irritá-lo bastante. Era de noite, o que só me dava desvantagem, visto receber apenas o reflexo da luz do Sol que a lua emanava. E ainda por cima, estávamos a voar, e caso eu caísse, partiria certamente as costelas. Felizmente, ia aterrar nas costas do dragão. Estiquei-me e espetei-lhe a espada no pescoço. O dragão rugiu, virando subitamente. A espada tinha atravessado-lhe a garganta cortando-lhe a respiração. Isto atordoou o dragão, que perdeu a trajectória. Ele ainda tentou cuspir fogo, mas não conseguiu, por não ter a respiração num estado normal. Quando o dragão finalmente perdeu a circulação cardíaca, já íamos a mais de 300 metros de altura. Vi a morte á minha frente enquanto caímos em direcção á costa. Provavelmente iria morres espalmado como um linguado, ou então esmagado, caso o dragão caísse em cima de mim.

Maighel Fox


Dracmas : 38,5
Poder : Sol
Pégaso : Nenhum

Ficha Meio-Sangue
Estratégia:
10/1000  (10/1000)
Conhecimento:
10/1000  (10/1000)
Nível:
1/5  (1/5)

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Pedido de Missão (Oráculo)

Mensagem  Maighel Fox em Sab Nov 12, 2011 10:25 pm


Acordei, já o sol raiava no horizonte. Alguém estava a abanar-me. Era uma miúda mais ou menos da minha idade, bastante gira, com cabelos pretos e uma uns olhos de um azul escuro, como num dia de tempestade.
- Estás bem ? - perguntou ela.
Levantei-me e pisquei os olhos com força, para me habituar á claridade. Depois anui e disse:
- Sim, estou. Quem és ?
- Chamo-me Millicent - disse, sorrindo - Estava a fazer uma corrida á beira-mar quando dei pelo teu corpo aqui. Medi-te a pulsação e como ainda tinhas, tentei-te acordar. Passado um bocado começaste a falar sobre douradinhos e acordaste.
Senti-me envergonhado. Quem iria sonhar com douradinhos após lutar com um dragão ? É verdade, o dragão ! Lembrei-me da luta da noite anterior, e olhei á minha volta á procura do corpo do dragão. Até que me lembrei que quando as criaturas mitológicas morriam se transformavam em pó. Dei-me conta de que estava cheio de fome e perguntei á rapariga:
- Olha, estou cheio de fome. Conheces algum restaurante aqui perto ?
- Conheço muitos - respondeu a rapariga - Mas como pareces abalado, que tal ires a minha casa ? Não pagas nada.
Mais tarde iria estranhar como uma rapariga de 16 anos levava um tipo que não conhecia de lado nenhum para casa assim sem mais nem menos, mas deixei-me ir. Caminhámos durante bastante tempo, pelas estreitas ruas de Miami ate chegarmos a um pequeno prédio, nos arredores de Hialeah, em Miami.
- É aqui - disse a rapariga, apontando para o 3º andar do pequeno prédio.
Subimos no elevador e entramos no apartamento dela. E foi então que notei que havia algo de estranho.
A parede estava coberta de quadros de um deus que reconheci como sendo Dionísio.
- Esse não é... - mas detive-me. Quando finalmente, pensei, descobri que... - Tu és uma ménade ! - exclamei, boquiaberto.
- Sim, sou - disse Millicent, sorrindo e mal se contendo de excitação - Sou uma das mulheres que adoram Dionísio acima de tudo.
Outrora, alguém pensaria que eram como as fãs dos cantores de rock, apenas fãs excitadas, mas não. As ménades eram mulheres que apesar de idolatrar Dionísio, era, loucas e selvagens, aproveitando-se dos mais fracos e atacando-os.
- E vejam só como me vou divertir hoje... Com alguém que já esteve com Dionísio.
- Bem podes sonhar - disse eu.
E foi então que ela me atacou. Saiu disparada de um canto da sala, com a boca aberta mostrando umas enormes presas e empurrando-me contra a parede, destruindo-a. Depois, levantou-me pelos cabelos. Era uma dor enorme, mas consegui, aguentar-me e dei-lhe um pontapé no peito. A ménade afastou-se, tentando-me atacar novamente, mas comecei a cantar. Enquanto isso, a ménade tentava atacar-me, mas não conseguia porque o meu canto a hipnotizava. Levantei-me, ainda a cantar e afastei-me para perto da porta. Tinha um plano. E foi então que olhei para a mesa de apoio e vi um bilhetinho dizendo:

"Millicent, terás de encontrar o filho de Apolo, Maighel Fox, um holandês de 16 anos. Pelo cheiro deverás detectá-lo. Ele está á procura da flecha de Apolo, que está em meu poder e assim deverá continuar.

P.S.: Arranjei um dragão para que lhe dês uma diversãozinha antes do matares. Deverás ir buscá-lo á seguinte morada:

Surfside Boulevard
Nº 3
Loja de Dragões Fumo no Ar
Cape Coral


A letra era florida mas não me dava a mínima pista de quem tinha ordenado ás ménades para fazer o "serviço". Por norma, quem comandava as ménades era Dionísio, mas naquele caso, não poderia ser ele. Tinha de ser outro deus ou criatura.
Embora aquele bilhete não me dissesse quem tinha a flecha dourada, ao menos dizia-me onde ir a seguir para descobrir quem seria.
Parei de cantar, quebrando o efeito na ménade, mas imediatamente lancei chamas em direcção á botija de gás atirando-me para trás e sentindo a força da explosão abater-se sobre o apartamento. A ménade estava morta.

Maighel Fox


Dracmas : 38,5
Poder : Sol
Pégaso : Nenhum

Ficha Meio-Sangue
Estratégia:
10/1000  (10/1000)
Conhecimento:
10/1000  (10/1000)
Nível:
1/5  (1/5)

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Pedido de Missão (Oráculo)

Mensagem  Maighel Fox em Dom Nov 13, 2011 6:55 pm


Naquele dia dormi numa pequena duna perto de Little Haiti. Sentia-me horrível, pois parecia que não podia caminhar 2 metros sem encontrar um monstro. No dia seguinte pensei numa boa maneira de chegar a Cape Coral. Ainda tinha 115 dólares na mochila, e a passagem para Bonita Springs, um pouco a sul da cidade de C.C. custava 10 dólares. A partir dai teria de me desenvencilhar sozinho para chegar lá.
Ás 11 horas o autocarro chegou e entrei para lá. Havia dezenas de velhinhos ou de pessoas com uniformes de electricistas que iam a Bonita Springs arranjar um quadro que tivesse fundido ou cena assim.
A viagem correu sem problemas. Quando chegámos a Bonita Springs, corri um pouco, até ao café, aonde comi um Muffin. Sai para a brisa quente, que me deu um animo especial, e entrei para uma pequena carrinha de transporte de bolos. A carrinha era refrigerante, mas aguentei-me até Cape Coral.
Quando sai, fiquei boquiaberto. Aquilo parecia Veneza. Á beira das ruas encontravam-se canais, que indicavam que a cidade outrora fora um pântano, mas que agora se encontrava limpa e agradável. De mochila ás costas, fui pedindo informações de onde era Surfside Boulevard. E lá a encontrei.
Era uma rua cheia de casas com iates e de aspecto rico. Excepto um edificio lá no meio, que parecia estar quase a cair. Dizia "Venda LDFA".
Pensei. LDFA deveria querer dizer Loja de Dragões Fumo no Ar. Era ali ! Entrei cautelosamente.
Quem se encontrava lá dentro era um velho aspecto mole e muito caído. Usava óculos, era corcunda, e tinha uma máquina ligada ás veias.
- Esperava-te, jovem filho de Apolo. - disse, numa voz melancoliosa - Para vires directamente aqui sabendo que ele está a vigiar-nos, julgo-te deveras estúpido.
- Quem é ele ? - perguntei - E quem é você ?
- Eu ? Apenas um humano que outrora já fui bastante mais poderoso. Quando tinha a confiança dos deuses. Mas bem, a sombra toca-nos a todos. Quanto a ele, meu jovem, não julgo que te irei dizer quem é.
Saquei da Klaudo e inflamei a minha mão esquerda:
- Dou-lhe duas opções. Ou me diz quem ele é, ou sofrerá as consequências.
- Mata-me. - disse o velho - Ou és tu, ou é o cancro.
Olhei para ele. O pobre velho parecia sábio, mas não tinha forças para continuar.
- Sabes, rapaz, também já fui como tu. Uma pessoa que julgava que o bem deveria ser feito acima de tudo, e que tentava ser o mais nobre possível. Era professor de história em Stanford e era bem sucedido. Até ao dia em que conheci Perséfone. Fiquei doido. A deusa da primavera, como sabes, rivaliza perfeitamente com Afrodite em termos de beleza, e como ela mostrou interesse, acabámos por nos envolvermos. Tivemos um filho, ao qual chamei Marphin, por ter uns olhos intensos, mas de uma cor rica como o marfim.
Criei-o ensinando-lhe tudo sobre criaturas mitológicas, e preparando-o para o dia em que haveria de ir para o acampamento. Mas um dia ele recebeu uma missão. Que consistia em torturar-me para que eu lhe desse informações sobre o escudo de Ares e a sua localização, que eu obviamente não tinha. Passado cerca de 5 minutos, alguém invocou um Minotauro que me ia matando a mim e que matou-o. Ele morreu a tentar fazer o que julgava ser o bem, quando na verdade estava a fazer o errado. Isso ensinou-me a não confiar em ninguém e a apenas fazer o meu trabalho. Quanto a ti, rapaz, ainda vais a tempo.
Algo me fazia sentir-me triste naquela história, mas outra voz dizia "Não confies nele."
- Tretas - acabei por dizer.
- Força - disse o velho, acabando por virar-me as costas - E vais demorar muito a matar-me, ou posso ir dormir uma sesta ?

Maighel Fox


Dracmas : 38,5
Poder : Sol
Pégaso : Nenhum

Ficha Meio-Sangue
Estratégia:
10/1000  (10/1000)
Conhecimento:
10/1000  (10/1000)
Nível:
1/5  (1/5)

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Pedido de Missão (Oráculo)

Mensagem  Maighel Fox em Dom Nov 13, 2011 7:13 pm

- Ouça - comecei por dizer - Eu não quero matá-lo...
- Principalmente porque caso me mates, não irás receber nenhuma informação. E caso contrário, desculpa informar-te, meu jovem, mas também não.
- Olhe lá - comentei, já irritado - Matar, não mato... Mas acredite que ser queimado vivo dói bem mais do que um cancro.
Desta vez, vi o velho pensar mais avidamente.
- Então... - Como é ? - perguntei eu.
- Pensa no que te seria leal
E pensa no seu contrário
Ao seu namorado chegarás
O responsável é o seu inimigo temerário.
- entoou o velho.
Isto sim, embora fosse um pouco difícil, deu-me a entender o culpado. Afinal de contas, como filho de Apolo, sabia interpretar poemas.
- Ora bem, Pensa no que te seria leal, leal igual a fiel, o que me dá Hera, deusa da fidelidade e do casamento. E pensa no seu contrário, o seu contrário, Afrodite, que é deusa da sedução, exactamente o contrário ao casamento. Ao seu namorado chegarás. Isso era Ares, deus da guerra. O responsável é o seu inimigo temerário. O seu inimigo é... Hefesto ! Sim, Hefesto, devido ao seu casamento com Afrodite e a traição da mesma !
- Muito bem, filho de Apolo. Quem sai aos seus, não degenera. Agora que sabes o culpado, considera o que te disse, e verás que tenho razão.
- Sim, é isso. - disse, saindo da loja.
Hefesto era deus das ferramentas e dos vulcões, o que me fez pensar nalgum lugar que fosse extremamente quente, e a sul de Long Island.
Isso só dava um lugar.

Texas.

Maighel Fox


Dracmas : 38,5
Poder : Sol
Pégaso : Nenhum

Ficha Meio-Sangue
Estratégia:
10/1000  (10/1000)
Conhecimento:
10/1000  (10/1000)
Nível:
1/5  (1/5)

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Pedido de Missão (Oráculo)

Mensagem  Maighel Fox em Dom Nov 13, 2011 8:12 pm


Decidi que mais valia pagar 100 euros e fazer uma viagem calma e rápida do que estar a parar constantemente, e ser atacado, e possivelmente perder tudo.
Fui de autocarro até Tallahasse. Depois segui numa camionete de transporte mobiliário até Panama City. Ai, apanhei o comboio para Austin. Apenas tinha uma paragem em Nova Orleães que não me deveria causar problemas. Ai, finalmente seguiria para o destino, sem problemas.
Quando parámos em Nova Orleães, e o condutor disse que tínhamos 3 horas de paragem e que podíamos parar e dar um pequeno passeio. Aproveitei para esticar as pernas, e caminhei até a um restaurante típico Nova Orleão.
- O que desejas, meu jovem ? - perguntou uma mulher de 40 anos, que devia ser a empregada.
- Ah... Comer...
- Ah, sim, ele é o meu convidado - disse um rapaz que devia ter 24 anos, e tinha um aspecto, digamos, brutal. Tinha o cabelo de um preto escuro como a morte, uma barba rala, e algo que o distinguia, uma cicatriz que se estendia desde a testa até ao fim do nariz, não muito profunda, mas digna de admiração.
- E o que queres comer, jovem ? - perguntou a mulher, agora com muito mais respeito.
- Ah... Pernil de porco com Jambalaya, se faz favor.
A empregada afastou-se e eu fiquei em pé, especado a olhar para o rapaz. Ele perguntou:
- O quê ? Vais comer em pé ?
- Não... Claro que não... - sentei-me.
O rapaz sorriu e disse:
- Sabes, Maighel, segui-te os teus passos desde que saíste do acampamento, e digo-te, fiquei deveras impressionado. Para já, aquela batalha com o dragão foi incrível. Fiquei muito impressionado. Depois, apesar de teres sido atraído para o covil, digamos, da ménade, safaste-te muito bem com ela, e usaste a inteligência, derrotando-a. Após tudo isso, conheces-tes o meu pai, e foste dos poucos que conheci que tenham conseguido não cair nas mentiras dele.
- Você é... - disse eu, olhando para os seus olhos, que como o velho descrevera, eram tempestuosos, mas brilhantes e ricos como o marfim.
- Marphin, sim. Soubeste usar a inteligência perante o meu pai, e devo-te dizer, de entre todos os monstros que derrotaste, o meu pai foi o que mais me impressionou. Apesar de humano, ele é muito enganador e presunçoso. É claro, deve-te ter impingido uma história triste sobre a sua vida e como se tornara má. Devo-te dizer, foi tudo culpa dele.
A empregada chegou, e pôs a Jambalaya na mesa.
- Ele disse que você o tinha torturado para conseguir o escudo de Ares.
Marphin riu-se.
- Achas mesmo que eu torturaria o meu próprio pai por uma informação que ele não possuía ? No teu caso, ele possuía uma muito mais importante, e a tortura não lhe faria muito mal, mas no meu era completamente diferente. Para além da ignorância dele no assunto, ele estava no auge e uma tortura poderia levá-lo á loucura. A verdade foi que ele interferiu-se no meu caminho. A minha missão tinha-me sido confiada pelo próprio Dionisio, e, está claro, pelo oráculo. Mas, como não podia deixar de ser, o meu pai preferiu ajudar os deuses do mundo inferior primeiro. Ele sempre foi louco de amores pela minha mãe, Perséfone, e desde aí que vivia obssecado pela ideia de a agradar. Chegou a dizer-me que só me tinha criado por causa dela. - terminou ele, com um olhar de puro ódio.
Comeu uma garfada de Rôsbife, e voltou a falar.
- Quem tinha roubado o Escudo tinha sido Hades, que planeava um ajuste de contas com Ares, por este ter tentado salvar um ex-general soviético dos Campos dos Castigos, para planear uma guerra. Mas o meu pai, como queria impressionar a minha mãe, pôs-se no meu caminho, tentando matar-me. Está claro que ao vê-lo a tentar matar-me, o ataquei. Usei os meus poderes da morte e fiz espíritos cercarem o meu pai, fazendo-o reviver os piores momentos da vida dele. Isto, está claro, tornou-o uma pessoa ainda mais horrível do que já era, mas tinha de fazer alguma coisa para sobreviver. Corri e fui guiado por Perséfone, que sabia o que meu pai tinha feito e só o odiava por isso. Ela guiou-me até ao submundo, sem Hades saber. Lá, lutei com ele, usando o escudo de Ares que tinha já em minhas mãos. Mesmo assim, estava quase a morrer, mas safei-me ao teletransportar-me para a superfície.
Levei o escudo a Ares, e fui muito homenageado pelos deuses. Acabei por me tornar uma espécie de moço dos recados dos deuses, e gosto muito de todos, excepto, é claro, do marido da minha mãe, Hades !
Fiquei boquiaberto. Marphin era mesmo um coitado por ter um pai assim, mas parecia orgulhoso da sua experiência de vida. Olhei para a sua cicatriz. Onde será que ele a tinha feito ?
- Foi na luta com Hades - disse ele, sorrindo.
- Lês pensamentos ? - perguntei eu, admirado.
Marphin negou com a cabeça, dizendo:
- Necromância. Foram os espíritos que me disseram que irias admirar a minha cicatriz e perguntares aonde a tinha feito. Apenas antecipei a resposta. - Marphin tinha acabado de comer e chegou-se para trás - No entanto, os espíritos também me disseram que me irias ajudar. Resta saber como te convenço.

Maighel Fox


Dracmas : 38,5
Poder : Sol
Pégaso : Nenhum

Ficha Meio-Sangue
Estratégia:
10/1000  (10/1000)
Conhecimento:
10/1000  (10/1000)
Nível:
1/5  (1/5)

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Pedido de Missão (Oráculo)

Mensagem  Maighel Fox em Dom Nov 13, 2011 10:14 pm

- Ah... Queres convencer-me a fazer exactamente o quê ? - perguntei eu, a medo.
- Já alguma vez estiveste no Japão ? - questionou Marphin.
Achei a pergunta estranha, mas disse-lhe que não.
- Bem, e conheces a mitologia japonesa ? - questionou novamente Marphin.
- Não, mas porquê todas essas perguntas...
- Bem... A minha missão é um pouco perigosa, e como dois mestiços lutam melhor que um, acho que me podias ajudar a enfrentar os Kappas.
- Kappas ? - perguntei eu, confuso.
- Os Kappas são criaturas das profundezas do oceano, que embora normalmente não ataquem nem deixem o seu reino subaquático, são extremamente perigosos quando revoltados. São originários do Japão (por isso é que te perguntei se já tinhas estado, ou se conhecias a mitologia japonesa), mas vivem nos oceanos de todo o mundo. Usam uma forquilha como arma e têem dentes afiados. Poderia dar conta de um, mas o problema é que eles atacam em grupo, e provavelmente matam-nos.
Senti-me dividido. Por um lado Marphin tinha-me pago o almoço, mas não me podia arriscar a aventuras extras.
- Está claro que não te pediria ajuda sem te dar algo em troca. Se me ajudares, teletransporto-te para Killeen, aonde acho que Hefesto estará. A partir daí, a responsabilidade será tua.
- Aceito - disse eu, após ter pensado um pouco. - Mas como conseguiremos respirar debaixo de água ?
Marphin mostrou-me duas algas que tinha no bolso do casaco:
- Presente de Poseidon - disse ele, sorrindo.
Saímos do restaurante após termos pago o almoço, e seguimos para a praia, a passo de caracol, pelas ruas tipicamente francesas de Nova Orleães. Sentia-me um pouco amedrontado... Afinal de contas, nunca tinha ido ás profundezas do oceano, e nem tinha respirado debaixo de água, nem sequer tinha enfrentado demónios subaquáticos que provavelmente nos iriam fazer de espetadas. Debaixo de água, estaria (mais uma vez) em desvantagem completa.
- Não te preocupes, Maighel - disse Marphin, sorrindo - Nós damos conta do recado, apenas temos de ter calma.
Mas isso não me animou lá muito. Revivia as minhas escolhas vezes e vezes sem conta. Aquela hora da tarde, o comboio já devia ter partido para Austin. Podia lá estar, com o ar condicionado, a ler um livro, descansado, e a beber um galão trazido do bar do comboio. Mas não, tinha-me metido numa embrulhada que me levaria até ás profundezas do reino de Poseidon, e que me colocaria a enfrentar uns bichos aterradores.
Finalmente chegámos á praia. Noutra ocasião, teria apreciado a vista linda para o centro financeiro da cidade, com os rochedos á beira-mar, e as ondas a baterem na areia branca e fina, mas agora, apenas me apetecia vomitar.
Marphin respirou fundo, comeu a alga, contorceu o rosto de nojo e disse:
- Vamos lá.
E começou a correr para a água.
Tentei não me concentrar na possibilidade de morrer afogado. Tentei concentrar-me apenas no facto de que se conseguíssemos assustar os Kappas, chegaria a Hefesto mais rápido do que alguma vez teria conseguido sem isto.
E comecei a comer as algas. Senti-me imediatamente um peixe fora-de-água... Comecei a ver tudo desfocado, e a sentir-me a sufocar. E no entanto caminhei devagar, entrando para a água de forma lenta e vagarosa.
Era o meu destino. Tinha de conseguir. A profecia dizia "Recompensado serás". Tentei-me concentrar nestes pensamentos quando o meu corpo ficou totalmente submerso.

Maighel Fox


Dracmas : 38,5
Poder : Sol
Pégaso : Nenhum

Ficha Meio-Sangue
Estratégia:
10/1000  (10/1000)
Conhecimento:
10/1000  (10/1000)
Nível:
1/5  (1/5)

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Pedido de Missão (Oráculo)

Mensagem  Maighel Fox em Ter Nov 15, 2011 10:43 pm


Comecei a piscar os olhos com força. Pela primeira vez e provalvemente a última na minha vida, conseguia respirar e ver debaixo de água com clareza.
Marphin nadava á minha frente. Começou a sentir a minha falta e olhou para trás. Eu estava a olhar para os meus braços aonde surgiam pequenas barbatanas de lado, verdes, mas como as dum peixe. Os meus pés começavam a tornar-se em grandes e compridas barbatanas também. Dei um impulso. A sensação foi incrivel ! Consegui nadar vários metros sem me cansar nada.
Atravessámos a Plataforma Continental da costa Lousiana até que finalmente chegámos ao talude. Aí, Marphin apontou para baixo, onde se situavam pequenas casinhas de rocha.
- É aqui ? - perguntei eu.
Para minha surpresa, a minha voz projectou-se claramente. Marphin anuiu, e entretanto vimos algo passar pela água e esconder-se nas algas.
- Atenção - preveniu ele - Eles são rápidos e imprevisiveis.
E foi então que vi um Kappa pela primeira vês. Vinham três na nossa direcção. Dois deles começaram a dar pequenas voltas á nossa roda, e um deles ficou diante de nós.
- Afastem-se da nossa aldeia! - disse o Kappa que estava á nossa frente, numa voz sonora e horripilante.
- Poseidon não tem culpa do lixo que se espalha aqui. Aliás, ele também sai prejudicado com isto.
O Kappa gritou ao ouvir o nome de Poseidon. Os três atacaram e Marphin arrefeceu a água. Sabia que os Kappas se iriam sentir desconfortáveis com isso, mas EU próprio também me afectava com aquilo. Nadei para longe e um dos Kappas seguiu atrás de mim. Era muito rápido. Agarrou-me uma perna e com uma força muito imprópria para uma criatura projectou-me para as profundezas. A cair a uma velocidade nada própria para um ambiente aquático dei uma guinada e projectei-me para cima. O Kappa veio de cima, mas outros novos vinham debaixo, pelo que mudei de direcção no último momento e fiquei a ser perseguido por apenas um Kappa, enquanto os outros, desnorteados se balançavam pela corrente. Vi Marphin passar a grande velocidade em direcção aos dois Kappas atordoados. Já devia ter derrotado os outros dois. Gritou para mim:
- Canta !
Começei a cantar a música Paradise dos Coldplay, á medida que não me lembrava de mais nada.
O Kappa uivou e começou a nadar á minha volta de cabeça baixa, e lentamente. Aproveitei a rotação, tirei a Klaudo do bolso e girei acertando-lhe com a espada na cauda. Marphin tinha dito que isto não os matava, mas desmaiados e bastante atordoados, o que para os Kappas, seres inteligentes, era basicamente uma tortura.
Nadei para uma gruta um pouco alta e observei como a luta decorria. Marphin lutava naquele momento contra cinco Kappas armados com forquilhas. Peguei num bocado de areia, desci a ravina em direcção a eles e atirei a areia, que fiquei á deriva. Provoquei um fogo coloroso dentro do meu corpo para iluminar-me no meio da tempestade de areia. Depois com a Klaudo girei-me todo e cortei a cauda a um, mas o outro foi muito rápido, e ao mesmo tempo que bloqueava o golpe com a base da forquilha, bateu-me com a parte de cima no queixo. Foi um impacto violento, mas já tinha sobrevivido a pior. Com o sangue na boca, cantei o mais alto possivel, o que deu tempo a Marphin para espetar a sua espada na cauda de um Kappa enquanto o utilizava para que os outros Kappas espetacem as forquilhas nele. Depois atirou-o para o abismo, e enquanto mandava um pontapé num, eu cortei a mão dum. O Kappa uivou e caiu numa pedra no fundo do mar.
Outro deles tentou me espetar a cabeça, o que me enervou bastante e que fez que, com a raiva, dissesse:
- Já foste !
Espetei a Klaudo na sua cauda, levantei-o um pouco, larguei e depois, num zás repentino, cortei-lhe toda a parte da cintura para baixo. Isto foi demais para o Kappa, que caiu para trás, aparentemente quase a morrer.
Aproximaram-se três Kappas, que, ao contrário dos outros, não eram vermelhos, mas sim verdes, mas que não vinham armados de forquilhas, mas sim de cabos feitos de um material que parecia prata.
- Bem amigos, de Poseidon, declararam guerra, pelo que agora não podem sair daqui.
Estalou os dedos e ficámos presos numa bolha de oxigénio. Tentámos desesperadamente usar as espadas para furar a bolha, mas de nada servia.
- Espero que o vosso deus tão querido vos ajude agora. - disse ele, sarcástico.

Maighel Fox


Dracmas : 38,5
Poder : Sol
Pégaso : Nenhum

Ficha Meio-Sangue
Estratégia:
10/1000  (10/1000)
Conhecimento:
10/1000  (10/1000)
Nível:
1/5  (1/5)

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Pedido de Missão (Oráculo)

Mensagem  Maighel Fox em Sex Nov 18, 2011 11:05 pm


Passou tanto tempo que acabámos por adormecer, apenas com o som abafado dos Kappas a discutirem na linguagem deles o que, provavelmente, iriam fazer connosco.
Vário tempo passou, sem que desse por isso, até estar a sonhar com uma pequena quinta, com mau aspecto, sendo que o sol em cima dela disse "Acalorar é um dom, pensar é um poder".
Acordei sobressaltado, olhando para o lado. Marphin fazia folhas outonais nasceram das suas mãos e via-as cair no chão. Olhou para mim e disse:
- Ah, já acordaste.
Fiquei calado, acenando. Sentia-me confuso. "Acalorar é um dom, pensar é um poder" ? Que quereria o sol do sonho dizer com isso ?
Olhei para o meu colega.
- Achas que algum deus nos poderá estar a ajudar ? - perguntei.
Marphin ficou pensativo.
- Não directamente. Afinal de contas, eles estão provavelmente a observar-nos, mas têm mais que fazer do que nos ajudar a nós. No entanto, são capazes de aparecer nos sonhos e guiar-nos indirectamente. Mas porque perguntas ?
Subitamente, deu-me o animo ! Tinha sido o meu pai que me tinha dado a pista. Como se ele fosse um sol. E Pensar é um poder, queria dizer que tinha de usar a minha inteligência.
Então, pensei na parte do Acalorar é um dom, e foi então que me surgiu uma ideia. Se aquecesse a bola, ela estoiraria.
- Marphin, meu.
- Ah ? - perguntou ele, despertando dos seus pensamentos.
- Dá-me a tua mão.
- Oi ? - perguntou ele, confuso.
- Dá-me a tua mão. Vamos sair daqui.
Ele não percebeu nada, mas deu-me a mão. Reuni toda a minha força nas entranhas, e com a mão livre, a direita, contorcia-a, e surgiu uma onda de gás.
- Estás preparado ?
Marphin suspirou e disse:
- Desde que nasci.
- 3, 2, 1... - contei eu.
Libertei o calor. A bola explodiu e fomos lançados contra as rochas, mas como o nosso peso unido era maior, o embate foi pouco violento. Já o mesmo não se pode dizer dos Kappas.
Um dos Anciões estava morto, enquanto o outro estava desmaiado, e o chefe disse:
- Vocês, mestiço, venceram desta vez e prometemos abrandar a luta. Mas lembrem Poseídon, nós não nos ficaremos.
Gritou um pequeno grunhido e todos os Kappas sairam atrás dele para uma gruta.
Virei-me para Marphin, enquanto ele sorria.
- Bom, é claro que podia ter-nos teletransportado para fora da bolha, mas é sempre bom ver um mestiço em acção.
- Tu, o quê ? - perguntei eu, irado.
Marphin sorriu e disse:
- Amigo, eu obviamente conseguiria fazer-lhes o aviso sozinho, mas quis ver até que ponto ias. Há-des reparar que me deixei ficar muitas vezes, e nunca usei os poderes. Mas tu, estás de parabéns. O teu desempenho foi fenomenal. Apolo deve estar muito orgulhoso.
- Ele... Ele apareceu-me num sonho - balbuciei eu.
- Mas bem, prepara-te, porque agora, é Hefesto que terás de enfrentar.
Pôs-me a mão no ombro, e senti-me ser sugado para o nada.

Maighel Fox


Dracmas : 38,5
Poder : Sol
Pégaso : Nenhum

Ficha Meio-Sangue
Estratégia:
10/1000  (10/1000)
Conhecimento:
10/1000  (10/1000)
Nível:
1/5  (1/5)

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Pedido de Missão (Oráculo)

Mensagem  Maighel Fox em Ter Nov 22, 2011 9:33 pm

Passado pouco menos de um segundo, senti folhas outonais rasarem-me as pernas e aterrámos num terreno baldio. Via moscas e sapos á minha volta. Marphin disse-me:
- Muito bem, tenta usar mais os poderes das canções do que os poderes solares, porque Hefesto irá apenas brincar contigo absorvendo o calor do sol que criasses e reduzindo-o a gás. Tenta cantar, apenas. Estás quase lá, poderás ir ao Olimpo, conheceres o teu pai e entregar-lhe a flecha dele.
Imaginei-me a mim mesmo a entregar a Flecha a Apolo, e senti-me sorridente. Abanei a cabeça positivamente.
- Mais, acho que tens tudo para conseguires aguentar Hefesto por uns momentos. E tenta apenas defesa, se lutares com a espadas, pois como deus dos ferreiros, tudo o que é ferro nas mãos de Hefesto é uma arma.
- Meu, obrigado - disse eu, sem palavras.
- De nada - disse ele, sorrindo. A sua cicatriz brilhava mais que nunca - Orienta-te - disse Marphin numa voz suave... Os ramos das árvores afastaram-se. Marphin sorriu novamente, vendo a minha cara estupefacta - Que é ? Ser filho de Perséfone também tem as suas vantagens. Segue este caminho. Chegarás a uma pequena quinta. É lá que Hefesto está. E sei disto porque tive de entregar-lhe um recado de Éolo. Mas nunca pensei que fosse ele a ter a flecha... Bem - continuou ele - Tenta lutar á luz do sol, terás bem mais hipóteses. Boa Sorte - Ele piscou-me o olho e desapareceu por entre folhas outonais.
Por um lado sentia-me triste por aquele grande amigo ter partido. No entanto, sentia-me contente por ter conhecido alguém que me ajudou tanto. Sem ele, demoraria bem mais tempo.
Começei a correr por entre a floresta. A medida que passava as árvores voltavam a fechar-se que nem copas. Corri durante cerca de dois minutos, até que cheguei a uma pequena clareira. Lá ao fundo encontrava-se uma velha quinta de aspecto abandonado. Hefesto tinha escolhido bem o seu esconderijo. Era o último sítio que alguém (inclusive um deus) iria visitar.

Maighel Fox


Dracmas : 38,5
Poder : Sol
Pégaso : Nenhum

Ficha Meio-Sangue
Estratégia:
10/1000  (10/1000)
Conhecimento:
10/1000  (10/1000)
Nível:
1/5  (1/5)

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Pedido de Missão (Oráculo)

Mensagem  Maighel Fox em Qui Nov 24, 2011 3:22 pm

O sol encontrava-se já perto do zênite, quando finalmente decidi começar a caminhar. Sentia-me tenso e caótico, mas tinha de ser, e tudo iria correr bem, pensei.
Á medida que em aproximava, ouvia os ferros a baterem, e sentia o medo aumentar. Afinal de contas, Hefesto era um deus, um poderoso e eu... Eu não passava dum simples humano.
"Que Apolo esteja comigo" pensei eu, olhando para o sol. Ao olhar para lá, sem saber porquê, senti conforto. Comecei a caminhar mais firmemente. Afinal de contas, se iria entregar a flecha no Olimpo era porque sairia vitorioso.
Atravessei as portas de madeira roçosa e velha, e a primeira visualização que tive de Hefesto era um ser monstruoso com barba, de costas, a trabalhar no ferro. Era o segundo deus que conhecia, mas tinha uma postura completamente diferente da de Dionísio. Enquanto que Dionísio era um tipo baixo, ligeiramente enchido e com ar de quem tinha estado na farra até ás 4 da manhã, a emborcar shots pela guela abaixo, Hefesto tinha o ar típico de alguém que passava o dia a sujar as mãos no carvão, e de quem não estava para brincadeiras.
Apesar de Marphin ter dito para não usar o Sol como poder, não consegui evitar aquecer as mãos á medida que em aproximava.
Hefesto fungou ruidosamente, e virou a sua cara barbuda e feia para mim:
- Para vires até aqui, ignorante, deves ser muito corajoso, ou deveras estúpido.
Apesar dos insultos do deus, mantive-me calmo e disse apenas:
- Não quero problemas... Apenas...
Hefesto riu-se ruidosa e malvadamente alto.
- Apenas a flecha de Apolo, feita em ouro olímpico, certo ? Mas para isso, jovem, terás de arranjar problemas comigo.

Maighel Fox


Dracmas : 38,5
Poder : Sol
Pégaso : Nenhum

Ficha Meio-Sangue
Estratégia:
10/1000  (10/1000)
Conhecimento:
10/1000  (10/1000)
Nível:
1/5  (1/5)

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Pedido de Missão (Oráculo)

Mensagem  Maighel Fox em Qui Nov 24, 2011 3:40 pm


- Ouça - comecei eu por dizer - A roubar a flecha, você só irá criar uma luta entre os deuses e não vejo quem quereria isso.
- E tu achas - disse Hefesto, virando novamente a cara para o seu trabalho - Que eu tenho medo de Apolo ? É apenas um triste que pensa que só por andar bem vestido e ser bonito é mais do que os outros.
Pela primeira vez irritei-me com o deus e disse:
- O MEU PAI NÃO É ASSIM ! - Hefesto virou a cara para mim, surpreendido. Baixei a voz - Para que é que você quer, afinal, a flecha?
- Digamos que, a flecha de Apolo, em breve será o Ferro de Hefesto, em ouro olímpico.
Percebi, então, para que Hefesto queria a flecha. Hefesto não tinha nenhum simbolo de poder, como Zeus tinha o Raio-Mestre, e Deméter as 10 frutas da vida. Mas ele desejava um. Mais do que qualquer coisa.
- Até podia permitir isso - disse eu, sarcástico - Mas para destruir a flecha, terá de passar por mim.
Hefesto riu-se, um riso malvado.
- Isso não será difícil.
Vi uma onda de lava crescer á medida que Hefesto erguia a mão fechada. Entretanto, abriu a mão, e a onda de lava disparou contra mim, como um tsunami. Abri a mão, e tentei gerar hélio, como o contido no sol. Á minha volta formou-se um gás quase irrespirável. Á medida que a lava caia á volta do Hélio, formava-se uma aproximação entre o gás e o fogo líquido, enquanto o Hélio subia e levava consigo a lava. Enquanto isso comecei a cantar. Hefesto agarrou a cabeça, gritando. Algo me disse que não o conseguiria controlar, mas que lhe causaria uma profunda agonia.
Quando estava suficientemente perto do pedestal da flecha dourada, Hefesto retirou uma mão da cabeça e mandou-me uma língua de fogo. A língua acertou-me em cheio, retirando-me muita energia e impulsionou-me para trás.
- Vamos resolver isto á moda antiga - disse Hefesto.
Retirou a espada que tinha estado a forjar do carvão e apontou-a a mim. Eu retirei a Klaudo e pus-me em posição de combate. Não percebia porque tinha tido tanto medo. Agora em combate, sentia-me confiante.
- Julgas-te muito bom, tu ? - perguntou Hefesto enquanto atacava com força na minha direção e me desequilibrava, caindo no chão - Sais mesmo ao teu pai.
Hefesto tentou aterrar a espada no meu corpo, mas saltei de repente e acertei-lhe com a espada no tornozelo. Isto irritou Hefesto que me acertou um golpe certeiro na costela, seguido de um golpe com o punho da espada no maxilar, que em atirou contra a parede, rachando as velhas tábuas.
A claridade, batia agora dentre do armazém, pois a minha queda tinha aberto um buraco para o exterior.
"Luta em contacto com a luz do sol", lembrei-me eu, palavras de Marphin.

Maighel Fox


Dracmas : 38,5
Poder : Sol
Pégaso : Nenhum

Ficha Meio-Sangue
Estratégia:
10/1000  (10/1000)
Conhecimento:
10/1000  (10/1000)
Nível:
1/5  (1/5)

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Pedido de Missão (Oráculo)

Mensagem  Maighel Fox em Qui Nov 24, 2011 9:37 pm


Tentava-me levantar, mas a força das trancadas que Hefesto me dava com o cabo da espada estavam a deixar-me muito mal. O meu maxilar parecia estar quase a quebrar-se em pedacinhos. Usei toda a minha força de reacção e desviei-me do que seria a 5ª vez que a espada me acertaria no maxilar. Contudo, a parte mais afiada do punho da espada prendeu a minha t-shirt ao chão. Tentei desesperadamente sair dali, mas Hefesto foi mais rápido e desferiu-me um golpe na barriga. Estava quase a desmaiar, parecia ser o fim. Ergui a mão a custo, mas Hefesto puxou a minha t-shirt para cima e mandou-me com o cabo da espada no nariz. Não conseguiria, ia morrer. E foi então que o tecto começou a desabar, sem que entendesse porquê. E foi então que me lembrei da bola de Hélio. Tinha subido até ao telhado, e, coberta de lava, queimou o velho telhado de madeira, que começou a desabar. Enrolei-me para o canto, enquanto as tábuas caiam em cima de Hefesto e ele rugia. Sentia o meu coração a bater forte.
E foi então que a luz do sol se abateu sobre mim. Foi fantástico. Senti-me como se estivesse a nascer de novo. O sangre que emanava do nariz secou, a dor desapareceu e o maxilar voltou á forma original.
Hefesto rugiu e dirigiu-se em direcção a mim, mas eu desviei-me como um forcado, e com um golpe rotativo acertei-lhe primeiro na canela e depois nas costas, atirando-o ao chão.
Hefesto estendeu a mão e todos os ferros se elevaram magneticamente. Deixou apenas dois dedos erguido e apontou-os a mim. Os ferros viraram-se todos contra mim, e espetaram-se contra mim, á medida que Hefesto se levantava aos poucos. Sabia que depois de Hefesto se ter levantado novamente não teria hipótese, e comecei a cantar, tentando irritar Hefesto. Como esperava, ele deitou-se no chão a rebolar de dor mental.
Esperei que os ferros fossem expelidos pela minha pele em contacto solar, e corri para a flecha dourada, que brilhava no chão, com uma tábua ao pé.
- Não ! - gritou Hefesto.
Atirei-me para a frente e agarrei a flecha de Apolo. A sensação foi incrível. Senti imediatamente uma força fantástica, e senti que todos os meus padrões se tinham elevado. Apontei a mão que não segurava a flecha a Apolo e uma onda solar foi libertada e quando atingiu Hefesto projectou-o para trás. Hefesto ergueu-se e olhou para mim.
- Chega de brincadeiras, miúdo.

Maighel Fox


Dracmas : 38,5
Poder : Sol
Pégaso : Nenhum

Ficha Meio-Sangue
Estratégia:
10/1000  (10/1000)
Conhecimento:
10/1000  (10/1000)
Nível:
1/5  (1/5)

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Pedido de Missão (Oráculo)

Mensagem  Maighel Fox em Sab Nov 26, 2011 1:43 pm


Hefesto rugiu e uma orda de fogo veio em direcção a mim. Segurei a flecha de Apolo com as duas mãos, fazendo a luz ambiente escurecer á medida que a luz solar se concentrava toda na flecha.
Atirei-me para trás, rebolei sobre mim mesmo, e inclinei a flecha fazendo com que a sua ponta ficasse no ponto de incidência da luz. Sem saber como, sabia sempre o que fazer para os efeitos esperados. Tinha de ser rápido, não me podia arriscar a enfrentar e tentar derrotar Hefesto. A minha única hipótese era fugir, mas para isso tinha de afastar o deus do fogo.
Quando o ponto de incidência da luz solar se concentrou apenas na ponta da flecha, centenas de raios solares foram lançados a partir da flecha. Inclinei a cabeça, para que nenhum deles me acertasse, á medida que sentia o calor vibrar nos meus cabelos e ouvia Hefesto rugir de dor. Era a minha única chance. Em apenas um milésimo de segundo, incline a cabeça da flecha para o chão, e ordas de calor solar foram lançadas em direcção a Hefesto. Sabia que senão fosse a flecha, já estaria provavelmente morto.
Á medida que tudo desabava, ali, no edíficio, escapei-me por uma abertura numa parede outrora bem inteira.
Começei a correr, com a flecha na minha mão um pouco suada por agarrar com toda a minha força aquela superfície de ouro olímpico tão quente.
Á medida que tudo desabava por trás de mim, só pensava "Nova Iorque, Nova Iorque, Nova Iorque".
A luz solar varreu o chão e quando passou pelo meu corpo, senti pela segunda vez na minha vida a sensação de ser sugado.

Maighel Fox


Dracmas : 38,5
Poder : Sol
Pégaso : Nenhum

Ficha Meio-Sangue
Estratégia:
10/1000  (10/1000)
Conhecimento:
10/1000  (10/1000)
Nível:
1/5  (1/5)

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Pedido de Missão (Oráculo)

Mensagem  Maighel Fox em Sab Nov 26, 2011 5:42 pm

Senti todas as células do meu corpo a reformarem-se á medida que a luz percorria uma pequena viela em Nova Iorque. Aterrei no chão pavimentado e só me apetecia gritar de felicidade. Tinha a flecha do meu pai na mão, e agora estava perto do Olimpo. Corri para fora da viela e guardei a flecha no bolso.
Tentei chamar o minimo de atenções que um jovem de 16 anos com roupa chamuscada e a deitar fumo poderia chamar. Atravessei as ruas a correr, olhando para todos os lados e tentando não ser atropelado.
Corri o máximo que podia pelas ruas W 34th St., ignorando as pessoas que apontavam para o tipo chamuscado maluco que corria que nem um touro em diecção á 5ª avenida. Cheguei finalmente ao cruzamento entre a W 34th St. e a 5ª avenida, aonde se situava o Empire State Building e empurrei as elegantes portas de vidro.
Entrei no átrio, tentando desesperadamente compor o cabelo nas superfícies espelhadas, e olhando, desconsolado, para a minha t-shirt queimado no canto. Nem queria acreditar que ia estar assim na presença do meu pai. Dei uma última olhadela ao cabelo decidindo que o meu cabelo revolto se encontrava de momento apresentável.
Dirigi-me ao balcão e olhei para o porteiro.
- Preciso de falar com Apolo - disse eu - Encontrei a flecha e quero devolvê-la.
O homem olhou para mim, sorrindo.
- És filho dele, não és ?
- Sim. Como sabe ?
- Bem, digamos que és bastante parecido com ele. Cabelos castanhos um pouco dourados e revoltos, alto, bonito, e carismático. Para não falar da tua aura, que é bem cheirosa e brilhante.
Inquiri-me a mim mesmo como seria olhar para a aura de uma pessoa.
- Já sabes, 600º andar - disse ele, entregando-me um cartão dourado.
Dirigi-me ao elevador, nervoso. Ia estar com o meu pai.

Apolo, Senhor do Sol, Deus da Música e das Profecias.

Maighel Fox


Dracmas : 38,5
Poder : Sol
Pégaso : Nenhum

Ficha Meio-Sangue
Estratégia:
10/1000  (10/1000)
Conhecimento:
10/1000  (10/1000)
Nível:
1/5  (1/5)

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Pedido de Missão (Oráculo)

Mensagem  Maighel Fox em Sab Nov 26, 2011 8:42 pm

O elevador subia... 593, 594, 595. Estava quase lá. 596, 597, 598. Só faltava um, e eu ali, á beira de um ataque de nervos. 599, 600.
Com um clique, as portas do elevador abriram-se. Fechei os olhos. Como seria o Olimpo ? Quando os abri, senti um tremor. Era fantástico ! Senti-me bem por estar ali, e imediatamente esqueci as roupas. Começei a caminhar pela rua calçetada, abeirada por nuvens branquinhas como a neve. Á minha frente erguia-se uma praça com árvores bonitas á sua volta, e palácios feitos em mármore branco. Caminhava, enquanto as pessoas que viviam no Olimpo vestiam túnicas brancas, e alguns sátiros corriam de um lado para o outro, fazendo os seus afazeres.
Vi o que pareciam ser filhos de Hermes a tocar lira, e o que pareciam ser filhos de Atena a fazerem cálculos matemáticos que para mim eram uma chinesada. Um grupo de raparigas que reconheci como sendo Caçadoras de Artémis, sorriram-me, num aceno amigável. Quando estava quase a chegar a uma praça da qual se estendia uma escadaria que levava ao cume do Monte Olimpo, aonde estava construido o maior e mais bonito palácio que alguma vez tinha vista, vi uma cara familiar.
- Até te safaste bem, digamos então - disse Marphin, a sua cicatriz encolhida entre o forte sorriso que me exibia - Derrotaste Hefesto.
- Bem, nem me digas nada - disse eu, sorrindo também - Este lugar é fantástico ! Se bem que mal posso acreditar que vou estar com o meu pai nestas condições.
Marphin riu-se:
- Sou a tua salvação, miúdo.
Atirou-me uma t-shirt nova. As calças encontravam-se bem e as Adidas Gazelle também, pelo que, agora, sentia-me bem melhor, visto ir estar com o meu pai.
- Bem, boa-sorte, meu - desejou-me Marphin - O teu pai é um deus cinco estrelas, acredita, talvez o mais simpático de todos, mas visto ter existido uma reunião, estão lá todos.
- Até Hefesto ?
- Excepto... Hefesto - concluiu Marphin, sorrindo.
Despi a t-shirt queimada, e entreguei-lha, enquanto vestia a outra.
- Adeus, amigo. Espero que te safes bem - disse Marphin.
- Obrigado, Marphin. Encontramo-nos em breve ? - perguntei eu, piscando-lhe o olho.
- Claro - disse ele, fazendo um L na testa, chamando-me falhado.
Depois, teletransportou-se, para onde quer que ele fosse. Sorri, e disse:
- Meu, nunca mais me esqueço de ti - repeti o gesto em L.
Depois, virei-me para as escadarias, e com um suspiro, começei a subi-las.

Maighel Fox


Dracmas : 38,5
Poder : Sol
Pégaso : Nenhum

Ficha Meio-Sangue
Estratégia:
10/1000  (10/1000)
Conhecimento:
10/1000  (10/1000)
Nível:
1/5  (1/5)

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Pedido de Missão (Oráculo)

Mensagem  Maighel Fox em Dom Nov 27, 2011 11:13 am

Acabei de subir a enorme escadaria, estafado. Mais de 400 degraus levavam até ao cume da montanha, aonde se encontravam os tronos de cada um dos deuses.
Quando cheguei lá cima, existia um patamar parecido com uma varanda, e a porta exibia uma madeira de um castanho escuro vernizado. Por excepção, na porta tinha as letras P e D numa madeira mais clara, pelo que entendi que significasse Palácio dos Deuses.
Pensei em como chamar a atenção dos deuses. Podia bater á porta, mas isso soaria muito a mortal, e eu não queria deixar má impressão diante de 12 deuses do Olimpo. Sem ainda ter obtido resposta, as portas abriram-se sozinhas, para me darem passagem.
Ajeitei uma última vez o cabelo e começei a andar. Lá ao fundo erguiam 12 tronos, todos eles ocupados, excepto um, que devia ser o de Hefesto. Á medida que me aproximava, começei a sentir-me um pouco nervoso, pois sentia a aura de poder que aqueles deuses emanavam.
O meio dos tronos era ocupado por o que me parecia ser Zeus. Um tipo alto, que vestia uma túnica branca, tinha os cabelos cinzentos cor de tempestade e uma barba da mesma cor, e os olhos tempestuosos faziam-me lembrar o meu grande amigo Jason.
Do seu lado direito, também no centro, encontrava-se quem, eu apostava o meu mindinho esquerdo ser, Poseidon. Tinha uma postura mais descontraida que o seu irmão, e vestia-se de maneira mais moderna, vestindo uma camisa havaiana, uns calções caqui, e umas sapatilhas dum velho pescador. Tinha cabelo um pouco grisalho, e uma barba rala, que lhe dava um ar característico de uma pessoa alegre, tal e qual como André.
Os outros deuses não se destacavam tanto, embora alguns deles me chamassem á atenção. Atena fez-me lembrar a minha amiga Cláudia, pois tinha o mesmo ar inteligente, cabelos encaracolados e olhos cinzentos que ela. Afrodite destacava-se devido à sua beleza incrível, e só não me babei porque procurei olhar para outro lado. Dionísio acenou-me do seu trono, um dos últimos, num gesto que não reconheceria na colónia. Talvez ele, ali, no Olimpo, se sentisse mais feliz e não embirrasse com tudo e com todos, como fazia com a sua má disposição, enquanto na colónia. Não tive o prazer de conhecer a mãe de Marphin, Perséfone, pois essa era uma deusa menor e não ia a concílios. No entanto, Deméter ainda tinha alguns traços parecidos com ele.
Finalmente, tive a percepção de Apolo. À primeira vista, diria-se o mais "Na boa" dos deuses.
Apolo tinha um cabelo revolto loiro, olhos da mesma cor, tempestuosos, alto, bem constituído, e um ar sorridente. Parecia uma cópia minha, mas com 3 metros de altura. O primeiro contacto que houve entre nós foi um pequeno sorriso, de iniciativa dele, ao qual respondi com um sorriso tímido.
Caminhei até ele, debrucei-me a seus pés, numa vénia muito mal executada, colocando a flecha em frente ao seu corpo, e dizendo, numa voz emocionada:
- Pai.

Maighel Fox


Dracmas : 38,5
Poder : Sol
Pégaso : Nenhum

Ficha Meio-Sangue
Estratégia:
10/1000  (10/1000)
Conhecimento:
10/1000  (10/1000)
Nível:
1/5  (1/5)

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Pedido de Missão (Oráculo)

Mensagem  Maighel Fox em Dom Nov 27, 2011 12:08 pm


Senti um sorriso brilhante por cima de mim, á medida que ele estendia a mão e a flecha irradiava raios de calor poderoso. Á flecha elevou-se até á sua mão e Apolo fechou a sua mão, firmemente. Depois, ordenou:
- Maighel, levanta-te.
Levantei-me, algo timidamente, á medida que tinha noção que todos os deuses ali presentes me observavam.
- A tua missão foi concluida com sucesso - disse ele, levantando-se do seu trono e tomando o tamanho dum homem normal, e despenteando-me os cabelos - Entregaste-me a flecha. Estou muito orgulhoso.
Sorri-lhe.
- Pai - disse eu, timidamente - Sempre que estava envolto em perigos, a minha motivação para matar os monstros era vir a conhecê-lo. Portanto, o sucesso desta missão deve-se mais a si do que a mim.
- Não, Maighel - disse Apolo, virando-se e começando a caminhar em volta - Embora eu fosse a tua motivação, quem enfrentou os monstros foste TU. Quem passou por dificuldades foste TU. Eu limitei-me a observar-te e a acompanhar-te pelos céus.
- Mas... Senão fosse o Marphin... - tentei eu justificar-me.
- Senão fosse o Marphin terias comprido a missão á mesma - concluiu Apolo, sorrindo-me - Embora mais devagar.
Deméter ergueu-se a toda a sua altura e olhou para Apolo:
- Marphin esteve presente na missão ? - perguntou ela.
- Bem, digamos que ele pediu ajuda ao meu filho para enfrentar os Kappas. Maighel ajudou, e como recompensa, o teu neto teletransportou-o para a quinta aonde Hefesto tinha guardado a minha flecha.
- E como sabia ele ? - perguntou Deméter, franzindo o sobrolho, a uma pergunta que eu já há muito tempo tinha feito.
- Simples. Marphin só soube no último momento, quando teve de entregar um pedaço de ferro olímpico lá na quinta, nos arredores de Killeen. Entretanto, pensou que não valeria a pena contar-me a mim, visto que o Maighel já andava á procura dela. Mas antes, decidiu fazer-lhe um teste para ver se ele estava apto a enfrentar Hefesto. Como o nosso velho Algas - disse Apolo, apontando para Poseidon - Precisava de fazer um aviso aos Kappas e tinha mandado Marphin para o fazer, Marphin decidiu levá-lo com ele, e ver como ele se comportava num ambiente que não era nada o "Á vontade" dele.
Corei á medida que todos os deuses olhavam com curiosidade para mim, inclusive Poseidon, que coçava o queixo.
- Segundo o teu neto, Deméter, me disse - disse Apolo, referindo-se a Marphin - Maighel revelou uma fibra moral como ele nunca tinha visto. Soube em momentos criticos usar a inteligência, manter a cabeça fria, e soube desvendar um poema que eu lhe enviei, no momento em que tavam aprisionados na "Bolha sem Saida", e aqueceu a bolha, estoirando-a. Isto provavelmente teria morto-os com a pressão, enviando-os contra as rochas, mas ele uniu o seu peso ao de Marphin, dando-lhe a mão e diminuindo a velocidade de projecção. Alguns Kappas acabaram por morrer com a colisão, mas o importante foi que os Kappas receberam o aviso e que foram ambos bem sucedidos, graças ao Maighel.
- Mas pai, o Marphin disse que podia ter-se teletransportado para fora da bolha. Se assim fosse, ele teria-se safo bem sozinho.
- Filho, achas mesmo que os Kappas prenderiam alguém numa bolha que eles sabiam poder teletransportar-se ? Chama-se "Bolha sem Saida" por alguma razão. Se ele saiu da bolha, deve-o a ti.
Sentiu um misto de sensações: Primeiro sentia-me burro, não sei porquê, depois vieram sentimentos controversos em relação a Marphin. Por um lado, ele tinha fingido subestimar-se a si mesmo, para me dar mais confiança, mas por outro lado tinha sido mentira. No entanto, tinha sido apenas para o meu bem.
- Mas ele só mentiu para meu bem...
- Ah, sim - sorriu Deméter, olhando para mim com algo que descortinei como curiosidade - Mas confirmo o que Apolo disse. Sem ti, ele não sairia da bolha.
- Deveras interessante - comentou Zeus do outro lado da sala, coçando a barba.
- O que é deveras interessante, pai ? - perguntou Apolo, franzindo o sobrolho, confuso.
- O teu filho - disse Zeus - Enfrentou um dragão logo na primeira noite, o que até um deus considera dificil, e safou-se bem. Logo no dia seguinte encontrou uma ménade pelo caminho - Olhou para Dionisio, que se riu e comentou "Elas são loucas" e depois olhou novamente para Apolo - E derrotou-a mesmo assim. Dirigiu-se a Nova Orleães, e lá derrotou um exercito de Kappas, o que algo devera perigoso. E finalmente, derrotou Hefesto, deus do fogo e dos ferreiros, o que, para mim, é algo honrável.
Os deuses acenar e concordância e olharam para mim com admiração. Fiz uma vénia a Zeus e disse:
- Mas, senhor Zeus, senão fosse a flecha, eu teria provavelmente morrido.
- Talvez o que digas, filho de Apolo, tenha uma pontinha de verdade, mas antes de chegares á flecha, conseguiste manter a cabeça fria e apesar de tares a perder, aguentaste-te bem e mantiveste-te na luta. Isso sim, dita se um mestiço é corajoso, ou apenas um fraco - concluiu Zeus.
Mal podia acreditar que estava a ouvir elogios do rei dos deuses.
- Vês agora que tenho motivos de sobra para estar orgulhoso ? - disse Apolo, sorrindo-me.
Sorri-lhe também. Estava provavelmente na hora de partir. Apolo deve ter notado a minha expressão, pois disse:
- Antes de ir, tenho de te dar uma noticia, embora pense que o mais apropriado seria que fosse Deméter a dizer-to.
- Queres dizer que... - disse Deméter - É este ?
- Este o quê ? - perguntei eu confuso.
- Sim - disse Apolo, sorrindo.

Maighel Fox


Dracmas : 38,5
Poder : Sol
Pégaso : Nenhum

Ficha Meio-Sangue
Estratégia:
10/1000  (10/1000)
Conhecimento:
10/1000  (10/1000)
Nível:
1/5  (1/5)

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Pedido de Missão (Oráculo)

Mensagem  Maighel Fox em Dom Nov 27, 2011 1:09 pm

Eu e Deméter seguimos até á varanda do palácio, da qual tinhamos uma vista sobre Long Island linda. Lá ao fundo, penso ter descortinado a Colina dos Mestiços, embora não tivesse a certeza se o era ou não. Pelo menos, avistava-se os vastos campos de morangos. Imaginei Micaelis e Jason a trabalharem nos morangos, sendo que eles estariam praticamente queimados dum lado, esturricados do outro, e do lado de André, provavelmente ensopados.
Deméter estalou os dedos e apareceram duas cadeiras de vime. Ela disse:
- A tua mãe era mesmo uma grande mestiça.
- A minha... Ah... O quê ? - perguntei eu, confuso - Você conheçeu a minha mãe ?
- Longa história. Não te queres sentar ? - pediu ela, mas num pedido que mais soou como uma ordem.
Sentei-me.
- A tua mãe, era uma pessoa indiscritivel. Simpática, alegre, e nunca a vi enervar-se com ninguém. Sentia-se á vontade na natureza, a plantar algo, ou até na jardinagem, mas isso devia-se á mãe que tinha.
Não percebi a indirecta, e disse:
- Sim, mas de onde a conhece ?
- De onde ? Isso é fácil, neto. Conheço-a desde que ela nasceu.
Finalmente fez-se luz. Neto ? Desde que ela nasceu ?
- Você não... A minha mãe não... - exclamei eu, surpreendido - Ah ? - acabei por dizer, mais confuso que nunca.
- Sim, a tua mãe era uma mestiça... Que era minha filha.
O meu queixo caiu. A minha mãe era uma mestiça ? Milhões de perguntas afluiam á minha cabeça. A minha mãe para mim, sempre tinha tido uma atitude normal, e embora eu a visse muitas vezes a cultivar, e a passear pelas florestas ao redor de Roterdão, nunca pensei que ela fosse uma...
- Como aconteceu ? - perguntei eu, abanando a cabeça, desorientado.
- Uma vez, um dos meus frutos sagrados caiu do Olimpo. Tive de descer para o procurar, antes que causasse alguma desgraça, pois, como deves saber, eles dão imortalidade a quem os trinca - olhou para mim, procurando um aceno dum "Sim, eu sabia", o qual não recebeu - E foi então que conheci o teu avô, o Arthur. Ele tinha apanhado o fruto, sim, mas como ele não se parecia com os outros, optou por o guardar. Pessoa muito prevenida, o teu avô. Quando o conheci, pedi-lhe a fruta e revelei-lhe a minha identidade, da deusa da natureza. Acabámos por nos apaixonar, e por ter a tua mãe - concluiu Deméter, com um sorriso triste, de saudades.
Seguiu-se um silêncio perturbador, dos quais, noutra ocasião, eu sairia lentamente da sala, mas aquilo tinha a ver comigo, e era algo que eu precisavava de saber.
- Tentei acompanhar o teu avô e a tua mãe o mais que podia, por vezes ignorando as minhas obrigações como deusa da agricultura - confessou Deméter - Até que o teu avô adoeceu - algo parecido com uma lágrima percorreu o rosto de Deméter - Ele teve cancro do pulmão.
Sabia que o meu avô tinha morrido de cancro, embora eu nunca tivesse ouvido a história toda.
- Eu quis curá-lo. Era algo que eu podia fazer com um simples toque, mas o teu avô disse-me que teria de ser o que a vida quisesse. A tua mãe sofreu muito, nessa altura, e o teu avô acabou por me dizer para eu a guiar até á Colina dos Mestiços. Guieia até lá, e depois parti para o Olimpo. A tua mãe tornou-se uma grande guerreira, e depois, a partir dai, tu já sabes. Estudou para engenheira agrária, e fez o que mais gostava na vida.
Senti-me triste por pensar na minha mãe, que tinha morrido num acidente de automovel, quando eu estava na creche. Depois, tive de ir viver com os meus tios, mas fugi de casa, e o Sol guiou-me até á Colina dos Mestiços, aonde agora eu vivia.
- O teu avô, antes de morrer, perguntou-me se tu irias nascer com os poderes da tua mãe, e, está claro, neguei. Era provável que também adorasses estar num floresta, e sentires o cheirinho dos pinheiros, e da flora local, mas os poderes da tua mãe estariam, obviamente, postos de parte. E sempre pensei que nascesses um humano como os outros, mas quando nasceste, vi que algo se passava. A tua aura é muito calorosa, e brilhante para seres um humano qualquer. E quando a tua mãe morreu, Apolo disse-me. Eras filho dele.
A minha cabeça andava ás voltas num turbilhão. Não sabia agora quem era, nem quem a minha mãe era. Nunca pensei, que toda a minha história tivesse começado ainda antes de nascer, mas parecia que sim.
- Então, eu tenho poderes como os seus ? - perguntei eu, receoso - Avó ?
- Não me chames avó, pois eu tenho dois parentescos em relação a ti, e seria melhor tratarmo-nos por nomes próprios, não concordas ? - sorriu-me ela - Não, não herdastes os meus poderes, embora tenhas um "Á vontade" com a natureza mais do que os outros mestiços (excepto os meus filhos, é claro). Claro, que não investiria na produção de morangos, pois Dionisio fez questão de me contar que os queimastes na tua última visita lá - riu-se ela.
Eu e Deméter tinhamos quebrado o gelo e ri-me também.
- Eu e os meus maninhos seriamos melhores a assar MarshMallows, digo eu.
Deméter voltou-se a rir, e despenteou-me o cabelo, gesto que tanto o meu pai como a minha mãe, tinham hábito de fazer.
- Entramos ? - perguntou ela, apontando para o palácio.

Maighel Fox


Dracmas : 38,5
Poder : Sol
Pégaso : Nenhum

Ficha Meio-Sangue
Estratégia:
10/1000  (10/1000)
Conhecimento:
10/1000  (10/1000)
Nível:
1/5  (1/5)

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Pedido de Missão (Oráculo)

Mensagem  Maighel Fox em Dom Nov 27, 2011 3:56 pm


Eu e Deméter voltámos para dentro, e Hefesto já tinha chegado. Olhou para mim com desprezo, e disse:
- Parabéns miudo. Desta vez tiveste sorte, mas para a próxima não vou ser tão branco.
No entanto, calou-se ao ver o olhar do meu pai.
Formavam-se grupos de conversa por aquela altura. Zeus conversava com Poseidon e com Hera sobre os Jogos Olimpicos que iriam existir brevemente, e sobre que pares teriam mais hipóteses de ganhar. Do outro lado, Atena, Hermes, Apolo e Artémis discutiam seriamente sobre qual a banda com a melhor música do momento. Noutro lado, Afrodite namoriscava com Ares. E finalmente havia o grupo de Hefesto e Dionisio resmungavam por Zeus não lhes dar o devido valor.
Achei que já estava ali a mais e dirigi-me á porta. O meu pai reparou e disse:
- Maighel, podes esperar um segundo - despediu-se dos presentes e veio comigo até cá fora.
Quando chegámos cá fora sentimos uma brisa fria e Apolo comentou:
- Éolo andou a fazer das suas...
Suspirou e disse, começando a descer as escadarias:
- Sabes Maighel quando começou a missão, não sabia do que eras capaz. Eras um autêntico mistério para mim. Como Deméter te contou, apresentei-me como teu pai quando a tua mãe morreu, pois achava que já que ela não podia mais estar presente, precisavas mais de mim do que nunca.
Acenei com a cabeça. Sempre tinha tido curiosidade em conhecer o meu pai, embora tivesse a sensação de que ele estava presente.
Continuámos a descer as escadas, lentamente, e num silêncio profundo. Perguntei uma pergunta que até podia soar estúpida, mas que tinha bastante curiosidade em saber.
- Como é viver no Olimpo, pai ? - perguntei eu.
Apolo sorriu-me, e disse:
- Quase como viver na terra, mas muito melhor. Tu consegues ver tudo lá para baixo. Se tu estiveres nos campos de morango, e eu tiver na varanda, consigo ver-te embora tu não me vejas a mim.
Nota Mental: Não queimar mais as cuecas aos da cabana de Ares quando estivermos em trabalho no campo. O meu pai pode estar a ver.
Chegámos ao fundo das escadarias, e fiquei triste novamente. Ia deixar o Olimpo para trás, e, em especial, o meu pai.
- Aonde quer que estejas, faças os que fizeres, Maighel, lembra-te sempre. És um verdadeiro filho de Apolo.
Pôs-me a mão no ombro e sorriu:
- Encontramo-nos em breve.
Voltou a subir as escadarias calmamente. Virei-me e segui pelo Olimpo calmamente á medida que entardecia. Cheguei aos portões, abri-os, e entrei para o elevador.

Maighel Fox


Dracmas : 38,5
Poder : Sol
Pégaso : Nenhum

Ficha Meio-Sangue
Estratégia:
10/1000  (10/1000)
Conhecimento:
10/1000  (10/1000)
Nível:
1/5  (1/5)

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Pedido de Missão (Oráculo)

Mensagem  Maighel Fox em Seg Nov 28, 2011 12:14 pm


Segui em passos pequenos pelo o átrio, mal a porta de ferro duro do elevador se abriu. Respirei fundo.
Sentia-me cheio de sentimentos controversos. Por um lado, tinha descoberto que a minha história tinha começado muito antes de 1994, muito antes de eu nascer. Por outro, tinha conhecido o meu pai, e isso fazia-me sentir a pessoa mais feliz do mundo. Tinha conhecido finalmente o meu pai, o que era, deveras, fantástico. Ele era o melhor deus do mundo e não o podia ter imaginado melhor.
O porteiro fez-me um aceno e murmurou, sonolento, algo que suou como um "Como correu ?". Fiz-lhe um aceno positivo, com o polegar da mão direita erguido, e empurrei as portas de vidro, dizendo:
- Adeus.
O guarda respondeu com uma inclinação do queixo e voltou a olhar para os monitores de segurança.
Sai para o ar frio Nova-Iorquino, ao descer as escadas do Empire State Building. Suspirei ao ouvir o som das buzinas, e dos carros, típicos de uma cidade movimentada. Fazia-me lembrar Roterdão, embora lá se ouvisse, de vez em quando, o som de uma buzina de um navio.
Esperei numa paragem cheia de velhinhos, e com um grupo de jovens da minha idade, que jogavam, divertidos, footbag.
Quando, finalmente, o autocarro chegou, caminhei a passos largos para ele e subi os degraus.
Acabou. Tinha tudo acabado. Não havia monstros, nem perigos, até a uma nova missão em que partisse. Chegámos a uma pequena rua cheia de graffitis feitos por alguns jovens mais vândalos, e estava lá á espera o director de actividades da colónia, o dinamarquês Anders. Ao contrário do guarda que me tinha levado ao aeroporto, este tinha apenas dois olhos, no sitio certo.
- Como correu ? - perguntou ele, sorrindo-me e piscando o olho.
- Correu bem - sorri eu.
Entrámos para o carro espaçoso e ele disse-me:
- Espero que gostes da música porque este é o meu estilo.
- Sou filho de Apolo - ri-me - Gosto de todos os tipos de música.
Ele sorriu, e pôs as músicas. Passou música do rock da velha guarda. Aos sons de Black Sabbah e The Police, e ao fim da 3 vez que o disco passava, já tinha aberto os vidros, fazendo os cabelos ondularem, e fingindo tocar guitarra, no banco da frente.
Anders era provavelmente uma das pessoas mais divertidas do acampamento. Tinha 18 anos, ar descontraído, e era o director de actividades da Colónia, embora de vez em quando levasse os miúdos ao aeroporto. Como filho de Dionísio, era também carismático, mas bonito, e procurava sentir um á vontade com o pessoal mais novo.
- Como correu a missão, então ? - perguntou ele, sorrindo.
- Meu, foi, tipo, incrível - sorri eu.

FIM !

Maighel Fox


Dracmas : 38,5
Poder : Sol
Pégaso : Nenhum

Ficha Meio-Sangue
Estratégia:
10/1000  (10/1000)
Conhecimento:
10/1000  (10/1000)
Nível:
1/5  (1/5)

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Pedido de Missão (Oráculo)

Mensagem  Oráculo em Seg Nov 28, 2011 10:12 pm

Missão: Bem-sucedida
Penalização: 0%;
Razões: ****

Prémios:
- 10/10 pontos de Ataque (-0%)
- 10/10 pontos de Defesa (-0%)
- 10/10 pontos de Habilidade (-0%)
- 10/10 Dracmas

Qualidade da história: 78%(máx. 100%);
Venceu justamente? Sim;
Nota Total: 79 (máx. 100)
Comentário: Bastante imaginativa (especialmente na diversidade de oponentes), no entanto, acabou por se estender demasiado. Ligeiro exagero nos poderes, no princípio, mas corrigido no fim, pelo que não há penalizações nesse ponto. Atenção às tuas habilidades - visíveis na tua ficha meio-sangue.

Oráculo


Dracmas : 10

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Pedido de Missão (Oráculo)

Mensagem  Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum